terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

um pouco mais de emoção :)



Mas continuando a construção de nossas emoções...quando alguma coisa te faz mal o que você faz? Quer dizer desde o primeiro ano de vida aprendemos a nos afastar das coisas ou situações que nos machucam, mas algumas pessoas não se afastam. Será que elas não aprenderam? Será que aconteceu alguma coisa que impediu essa aprendizagem? Quando as crianças vão crescendo e vão aprendendo a dizer estou chateada, estou com raiva ou triste com seus pais e colegas essas interações vão ajudando que elas mesmas regulem suas emoções. Mas algumas crianças, como trás Oklander (1980) não sabem reconhecer ou regular suas emoções. Algumas delas possuem falhas em sua percepção. Então se mal conseguem perceber o mundo como podem reagir a ele de forma coerente? Vamos pensar: para que eu possa compreender a emoção na face de outra pessoa todo um sistema de reconhecimento no meu cérebro deve ser acionado envolvendo os meus cinco sentidos, a minha memória, isso também inclui um bom conhecimento das regras emocionais que varia de cultura pra cultura, de família pra família, de classe social, ou seja depende muito do contexto, depende também das minhas referencias sociais. Uma criança que tem liberdade para falar como se sente e conversa sobre sentimentos com alguém com certeza terá melhor êxito no reconhecimento das emoções externas e internas nas suas relações. Isso me leva a pensar que saber expressar suas emoções é tão importante quanto reconhecer essas emoções nas relações interpessoais, mas será que elas estão diretamente relacionadas? Quando as crianças não conseguem compreender suas emoções isso causa sofrimento porque parte delas fica sem poder se comunicar no mundo. Sentir e não conseguir falar sobre o que se sente deve ser realmente algo desesperador.

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